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| Migas de Batata |
Ingredientes:
Para 4 pessoas • 1 kg de batatas ; • 250 g de toucinho entremeado ; • 300 g de chouriço de carne ; • 1 dente de alho ; • sal
Preparação: Num tacho de barro fritam-se, em lume brando, o toucinho ás fatias e o chouriço ás rodelas de modo a derreter o máximo de gordura. Retiram-se e, na mesma gordura, frita-se um dente de alho. Adiciona-se um pouco de água. Entretanto, têm-se já as batatas cozidas e passadas por um passador. Junta-se o puré ao pingo que está no tacho e mexe-se com a colher de pau dando-lhe a forma de uma bola. Sacodem-se as migas, deitam-se na travessa e servem-se com o toucinho e o chouriço fritos.
NOTA: Frite um pouco de febra, toucinho, chouriço e farinheira para acompanhar. | | | Filhós de Forma |
Ingredientes:
•500g de farinha •5 ovos •2 laranjas •1 colher de sopa de açúcar
•água •sal •1 cálice de vinho do Porto
Preparação: Peneira-se a farinha para uma tigela. Junta-se uma pitada de sal, o açúcar e a água suficiente para obter uma massa mole. Adicionam-se as gemas, a raspa da casca das laranjas e o vinho do Porto e deixa-se a massa a repousar. Na altura de se utilizar, incorporam-se as claras batidas em castelo. Mergulha-se a forma de filhós em óleo bem quente, escorre-se muito bem e introduz-se a massa, mas sem ficar totalmente coberta. Mergulha-se a forma no óleo, sacode-se para a massa cair e deixa-se fritar até alourar. Servem-se polvilhadas com açúcar e canela.
Nota: Não se deve deixar cair o óleo na massa, pois ela deixaria de aderir à forma. | | | Tibornas | Ingredientes:
* 650g de açúcar * 18 gemas * 250g de amêndoas * 250g de miolo de pão * 1 chávena de doce de chila * 1 limão * 1 colher (sobremesa) de canela
Confecção: Com o açúcar em ponto de pasta (quando a calda adere à colher sem correr), fazem-se 15 gemas em fios de ovos, que se reservam. Cortam-se as côdeas muito finas em quadradinhos com 1 cm de lado. Introduzem-se na calda onde se fizeram os fios de ovos e deixam-se ferver um pouco para absorverem bem o açúcar. Retiram-se as côdeas de pão e colocam-se numa travessa, separando-as com um garfo. À calda que resta junta-se a amêndoa pelada e ralada e deixa-se ferver para engrossar. Junta-se de seguida o miolo de pão esfarelado, as 3 gemas que restam e as peles das gemas com que se fizeram os fios de ovos e que ficaram no passador. Junta-se ainda a raspa da casca de limão e a canela. Deixa-se cozer tudo até ficar bem espesso e fica em repouso até ao dia seguinte.
Para armar as tibornas: têm-se rodelas de papel ou de hóstias (com cerca de 4 cm). Sobre cada rodela põem-se 2 colheres de chá de massapão, entremeadas com uma de chila. Dispõe-se por cima alguns fios de ovos e por fim 2 ou 3 côdeas de pão. Coloca-se cada tiborna sobre um quadrado de papel de seda recortado a gosto e unem-se as quatro pontas com um laço de fio de lã. |
| | Doce de Abóbora |
Ingredientes:
• 1kg de abóbora amarela • 800g de açúcar • 1 pau de canela • 2 cravos-da-índia
Confecção: Descasca-se a abóbora limpa-se de filamentos e pevides, corta-se aos bocados pequeninos e passa-se por água. Põe-se num tacho, e leva-se ao lume brando, com o açúcar e o pau de canela e deixa-se cozer. Quando começar a cristalizar junta-se os cravos. O doce está pronto quando, passando com a colher de pau veja-se o fundo do tacho. Retira-se do lume deita-se numa taça. Serve-se frio com requeijão. *NOTA: Se não gostar de encontrar bocadinhos de abóbora, depois do doce estar pronto passe com a varinha. | | | Alhada de Cação |
Ingredientes:
• Azeite • Coentros • Farinha • Alho
• Pimentão-doce • Sal • Cação • Batata
Confecção: Num Tacho ponha um pouco de azeite e leve ao lume a fritar. Tire do lume e deixe arrefecer um pouco. Num almofariz, ponha 6 dentes de alho, os coentros partidos aos bocadinhos e sal. Pise tudo muito bem. Deite no azeite a farinha para engrossar e mexa bem para não ganhar bolhas. Junte depois os alhos pisados com os coentros e o sal. De seguida ponha a água que achar necessária e deixe ferver. Parta batatas aos bocadinhos fininhos e introduza-as na água a ferver. Parta aos bocados o cação e junte ao preparado. Quando perceber que está tudo cozido, apague o lume e sirva com bocados de coentros a enfeitar e cação partido muito fininho frito como 2º prato.
NOTA: A verdadeira alhada de cação não leva as batatas, mas estas conferem-lhe um outro paladar! | | | Sopa de Sarapatel |
Ingredientes: (para 8 Pessoas)
• A fressura de 1 borrego ou cabrito • 1 colher de sopa de banha • 1 colher de sopa de azeite
* 1 cebola pequena * 2 dentes de alho * 1/2 folha de louro * 1 colher de sopa de colarau * 6 grãos de pimenta * 2 cravinhos * 1 ramo de salsa * 1 copo de vinho branco (2 dl) * 500 grs de costelas (peito) de borrego (ou de cabrito) * 1 colher de chá de cominhos * 2 colheres de sopa de vinagre * 1 ramo de hortelã * o sangue do borrego ou do cabrito (cozido) * 750 grs de pão caseiro (duro) * 250 grs de toucinho fresco * sal
Confecção: Faz-se um guisado com a banha, o azeite, a cebola picada, os dentes de alho, o louro, o colorau, a pimenta em grão, os cravinhos, o ramo de salsa e a fressura cortada em bocadinhos. Depois, de tudo bem refogado, rega-se com o vinho branco e a água necessária para a sopa. A água pode-se juntar a pouco e pouco. Juntam-se ainda nesta altura as costelas de borrego cortadas em bocados. Depois de tudo cozido, tempera-se com os cominhos, o vinagre e um ramo de hortelã. Deixa-se apurar um pouco mais e adiciona-se o sangue do borrego, esfarelado. Entretanto, corta-se o pão em fatias (sopas) para uma terrina ou para uma tigela de meia cozinha, espalham-se por cima raminhos de hortelã e rega-se tudo com o sarapatel. Abafa-se um pouco, e na altura de servir, contorna-se a superfície do sarapatel com fatias de toucinho frito. Também se pode acompanhar com rodelas de laranja.
Nota: a sopa de sarapatel é o almoço tradicional do Domingo de Páscoa. | | | Sopas de Tomate |
Ingredientes (para 3 pessoas): • 4 Tomates médios; • 3 Ovos; • Pão trigo de véspera em fatias grossas; • 1 l água; • 1 Cebola; • 1/2 pimento verde; • 3 Dentes de alho
• 1 folha de louro • Carnes fritas (toucinho, chouriço) • Azeite suficiente para fazer o refogado • Colorau q.b.
Confecção: Frite as carnes e retire-as. No azeite das carnes fritas, aloure (em lume médio) a cebola às rodelas, os alhos esmagados, o pimento verde picado, a folha de louro e pimentão q. b. Junte o tomate (depois de escaldado, pelado, sem sementes e esmagado – não os lave para não lhe retirar as propriedades) e deixe apurar. No fim, junte o raminho de poejos atados num molhinho, deixe tomar gosto e acrescente a água a ferver, a necessária para fazer as sopas. Escalfe os ovos. Corte o pão às fatias finas e ponha no fundo de um tacho de barro, regando com as sopas de tomate e ponha um ovo em cada tigela.
| | | Arroz Doce |
Ingredientes: • 250 gr de arroz • 7,5 dl de leite • 250 gr de açúcar • 3 gemas de ovos • Casca de limão q.b. • 1 pedacinho de canela em pau • Canela em pó • sal q.b.
Confecção: Leva-se o leite ao lume num tacho. Quando começar a ferver junta-se o açúcar, o arroz, o sal, a casca de limão e o pauzinho de canela. Assim que o arroz estiver cozido, retira-se do lume e deixa-se arrefecer um pouco. Batem-se as gemas à parte, juntam-se em seguida ao arroz, mexe-se muito bem e leva-se a lume brando para cozer as gemas. Serve-se em travessas ou pratinhos com canela em pó. | | | Cacholeiras cozidas | Miga-se o fígado e bate-se com as costas da faca até ficar quase desfeito, junta-se a gordura de porco já migada e tempera-se com a massa de alho, pimento de horta, pimentão, sal e água. No dia seguinte enche-se em tripa de porco e vai a cozer em caldeiros com água ao lume, devendo a temperatura manter-se constante para não rebentarem. Em algumas casas, além de cozidas, as cacholeiras vão também ao fumeiro alguns dias. |
| | Sangue ou morcelas |
Este tipo de enchido é feito com o sangue do porco e com gordura. Tempera-se com o mesmo tempero das cacholeiras e com cominhos. É cheio em tripa de porco delgada. Os buchos, painhos e bexiga também se enchem e vão a cozer como a cacholeira. Penduram-se 3 ou 4 dias ao fumeiro, sendo as peças grossas, posteriormente, guardadas na salgadeira. | | | Cacholeiras de assar | Estas são feitas das fraldas dos costados, migadas aos bocadinhos, às quais se junta alguma cachola. Temperam-se com os mesmos ingredientes da cacholeira cozida, acrescidos de vinho branco, e são cheias em tripa de porco. |
| | Mouros | Os mouros são feitos da carne ensanguentada do porco e são “baptizados” com carne dos chouriços. Temperam-se com massa de alho e sal, pimento da horta, pimentão e água, e enchem-se em tripa de vaca. |
| | Farinheiras |
As farinheiras são feitas com gordura, farinha de trigo, batata cozida e passada pelo passe-vite. Temperam-se como os mouros e enchem-se em tripa de vaca ou de porco (se forem para assar). | | | Chouriços |
Os chouriços são feitos com febra do porco e entremeia-se com gordura, para não serem tão secos. Temperam-se e enchem-se em tripa de porco ou de vaca. Do mesmo alguidar, enchem-se também os paios, o guarda-fumeiro (usualmente chamado de “chouriço da tripa do cu”) e os painhos. Há quem faça chouriço de ossos, que é feito com os ossos mais tenros dos costados e febra e é comido no Carnaval. | | | Linguiças |
As linguiças são feitas da carne dos chouriços e cheias em tripa de porco, sendo dobradas ao cozer. | | | Lombos | Os lombos podem ser também de toucinho, tirados da barriga. São postos em salmoura (feita com água, colorau, sal e alho) durante 4 a 8 dias, bem como as peles onde se enrolam. Findo esse tempo são enrolados nas peles, a que se retiraram as banhas, dobrados ou singelos, atados e bem apertados com cordel. São sempre feitos pela mestra, porque têm que ficar bem unidos. |
| | Presuntos |
O presunto é cortado da pata pela articulação da coxa que se desossa, deixado apenas o osso da perna. Põe-se em sal durante 40 dias, com uma pedra de peso superior ao presunto por cima, depois barra-se com uma massa de colorau e azeite e vai ao fumeiro embrulhado em papel pardo, o qual é retirado algum tempo depois, quando o presunto já está mais seco.
A banha, depois de retiradas as peles para os lombos, é derretida e guardada para posterior utilização na culinária e, antigamente, comiam-se os torresmos com sal ou açúcar. | |
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