Festa em Honra de Nossa Senhora da Conceição
(Alvarrões)

Em 1953 teve origem a capela de Nossa Senhora da Conceição nos Alvarrões. Foi neste ano que Manuel Vivas organizou uma peregrinação por todo o concelho, evocado a imagem de Nossa Senhora da Estrela. Esta peregrinação esteve nos Alvarrões de 1 a 5 de Setembro desse ano, realizando-se também missa campal todos os dias. Durante estes dias, alguém pôs no altar a seguinte quadra:

“Nossa Senhora da Estrela
Nossa Senhora querida
Concedei-nos esta graça
A termos uma Ermida”

Por dificuldade financeira, Severino Travesso, mandou construir apenas parte da capela-mor, escolhendo Nossa Senhora da Conceição para padroeira dos Alvarrões por ser a padroeira de Portugal e por não haver nenhuma padroeira com este nome. A imagem de Nossa Senhora foi oferecida por Manuel Vivas e sua esposa.
            Oliveira Salazar ofereceu o missal em Latim e Craveiro Lopes o cálice.
            Em 1987, Jaime Travassos ofereceu o terreno para a construção da Casa Mortuária, do Cemitério e do local dos festejos.
            Em 1992 realizou-se a ampliação da Igreja.


Festa em Honra de Nossa Senhora das Dores

(Porto da Espada)

O padroeiro do Porto da Espada – S. Simeão – é considerado um padroeiro esquecido, pois ninguém se lembra de ter ouvido contar que se tenha realizado alguma festa em sua homenagem.
Não se sabe desde quando S. Simeão é considerado o padroeiro da aldeia, mas existem referências que em 1753, João Lopes ofereceu uma missa a S. Simeão pedindo-lhe para ser enterrado na sua Ermida.
Mais tarde as festas do Porto da Espada passaram a ser celebradas em honra de Nossa Senhora Orada, no último domingo de Agosto.
Mas também já não se ouve falar desta Nossa Senhora, isto porque em 1836 José Pedro Botelheiro ofereceu uma pequena imagem em bronze de Nossa Senhora das Dores. E desde então o povo de Porto da Espada passou a venerar como padroeira Nossa Senhora das Dores.


Festas em Honra de Nossa Senhora de Fátima
(Rasa)

Em 1965 D. Lucinda Caldeira moradora na Rasa, com ajuda das receitas obtidas através de um peditório ao povo da aldeia, mandou construir uma capela evocando a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
            Após a constituição da capela, realizavam-se, no mês de Maio, os festejos desta aldeia.
            A capela da Rasa foi aumentada alguns anos mais tarde.
            Actualmente esta festa já não se realiza.


Festas em Honra de Santo António

(Escusa)

Sabe-se que em 1758 Nossa Senhora da Esperança já era padroeira da Escusa.
Esta festa era celebrada no primeiro domingo de Setembro, talvez por ser o domingo mais próximo do dia 8 de Setembro – dia da Novidade de Nossa Senhora.
O nascimento de Maria foi motivo de esperança para o mundo, daí a designação de Nossa Senhora da “Esperança” para padroeira da Escusa.
Em 6 de Maio de 1878 realizou-se a reconstituição da Igreja da Escusa com a ajuda das esmolas do povo desta aldeia.
Verificou-se um caso interessante, em que as mulheres fizeram a sua doação das esmolas por devoção a Nossa Senhora da Esperança, enquanto que os homens deram as esmolas por devoção a Santo António, talvez por este Santo ser o protector dos pobres. Devido às festas serem normalmente organizadas pelos homens da aldeia, a partir de então estas mesmas festas começaram a celebrar-se em honra de Santo António, tendo características não só religiosas mas também populares. No entanto, continuaram a celebrar-se as festas religiosas em Honra de Nossa Senhora da Esperança e também em Honra de Nossa Senhora das Dores e do Santíssimo Sacramento. Todas estas imagens e os paramentos que se encontram na Igreja, foram adquiridas com as esmolas deste povo.
De todas as festas religiosas, a que se realizava em Honra de Santo António foi sempre a que teve maior entusiasmo entre a população.
Actualmente, a festa em Honra de Santo António já não tem esta grandiosidade que se verifica de antigamente, no entanto, continua a realizar-se mantendo as características religiosas e populares.



Festa em Honra de Nossa Senhora da Rocha

(Portagem)

Maria José Araújo ofereceu a imagem de Nossa Senhora da Rocha que se encontrava no chamado “Quarto do Oratório”, na sua casa de Verão, na Portagem.
            Maria José Araújo tinha por habito realizar missas e bailes à porta de sua casa. No dia em que ofereceu a dita imagem, foi celebrada missa igualmente à porta de sua casa, seguindo-se de procissão, evocando a imagem de Nossa Senhora da Rocha, até à Capela. Esta foi a primeira procissão que se realizou e a partir de então começaram a fazer-se as festas no largo em frente à Capela, tal como as missas campais.
            Passado algum tempo, certos homens desta aldeia decidiram juntar-se e, com a ajuda das receitas das festas, mandaram construir a Igreja, transferindo a imagem de Nossa Senhora da Rocha para o novo altar e sendo a antiga Capela actualmente a Sacristia desta mesma Igreja.


Festas em Honra de Nossa Senhora do Amparo

(S. Salvador de Aramenha)

S. Salvador do Mundo é o padroeiro de S. Salvador da Aramenha, no entanto, as festas nesta aldeia são realizadas em Honra de Nossa Senhora do Amparo.
            Pensa-se que a origem de Nossa Senhora do Amparo como padroeira de S. Salvador de Aramenha está relacionada com a destruição da cidade da Ammaia, entre o séc. V e o séc. IX.
Ainda hoje o povo de S. Salvador realiza as festas em Honra de Nossa Senhora do Amparo.
Na “Idade Média” estes festejos eram realizados a 2 de Fevereiro – Senhora do Inverno; a 25 de Março – Senhora da Primavera; a 15 de Agosto – Senhora do Verão; e a 8 de Setembro – Senhora do Outono.
Antigamente as festas realizavam-se a 2 de Fevereiro, sendo depois transferida para o dia 15 de Agosto devido às melhores condições climáticas.