Em 1952 o número de habitantes rondava
os 800. Com uma população ligada
predominantemente à agricultura, não
faltava o comércio dos produtos agrícolas,
nomeadamente a castanha, as nozes e o azeite.
As searas de trigo e centeio eram a subsistência
da população, o trigo era moído
nos diversos moinhos da Rasa ou Ponte Velha
e cozia-se o pão para seu sustento.
A população da aldeia de Porto
da Espada tem vindo a diminuir, sendo fortemente
envelhecida, atingindo cerca de 280 habitantes,
fazendo parte os seguintes lugares, a maioria
actualmente despovoados, mas que anteriormente
possuíam famílias numerosas: Fonte
do Coelheiros, Queijeira, Muro, Caramenta, Monte
Novo, Currais de Ferro, Fontainhas, Golas, Fonte
Carvalho, Tapada de Forno, Fonte Santa, Faria,
Alagoa e Povo.
A pouca população jovem procura
empregos fora da aldeia e os idosos desfrutam
o bem-estar proporcionado pelo Lar e Centro de
Dia de Nossa Senhora das Dores, cuja primeira
pedra foi benzida em Junho de 1990, tendo sido
inaugurada a primeira fase em 15 de Julho de
1995 e a segunda fase em 30 de Maio de 1997 (sendo
a cerimónia da bênção
presidida pelo reverendo padre Alberto Reia).
Como forma de angariar fundos para esta instituição
foram realizados três cortejos de oferendas
ao Lar de Nossa Senhora das Dores.
Não faltavam os artesãos, nomeadamente
carpinteiros, alfaiates, sapateiros, costureiras,
albardeiros, ferreiros, salsicheiros que fabricavam
os típicos enchidos.
A população continua a dedicar-se à agricultura
e ao comércio de produtos, os variados
artesãos anteriormente existentes já desapareceram,
fica só a lembrança o que foi esta
aldeia noutros tempos.