Já nos
Alvarrões localizavam-se em vários
pontos, sendo o recinto das festas, os largos à porta
das tabernas da Ribeirinha e do Ti Ânjaro
os locais mais frequentes.
Mais uma vez, as festas populares motivaram a
criação de quadras:
No sítio dos Alvarrões
Onde há grande devoção
Cantam-se lindas cantigas
Em louvor de S. João.
Ó meu S. João
Batista,
Desce do céu e vem ver
No sítio dos Alvarrões
Está uma fogueira a arder.
Está uma
fogueira a arder
E o rosmaninho é basto
Para animar a festa
Está uma boneca no mastro.
Rapazes e raparigas, cantem
Cantigas a S. João
Que os Alvarrões quer
Manter a tradição.
Maria Almeida Camejo
Na noite
de S. João fazia-se a capela,
uma coroa redonda, com cravos, malvas e capelinhas
brancas, que punham na cabeça (pois
representava uma bênção
do S. João) e com a qual saltavam
a fogueira. Esta era queimada de uns anos
para os outros na fogueira do S. João.
Nesta altura era tradição lavarem-se
e caiarem-se as fontes, bem como enfeitá-las
com nardos e vasos de manjericos (que tinham
sido semeados no Dia do Pai). Nas bicas colocavam-se
as capelas para que tudo estivesse preparado
para receber a “água nova”.
Era também costume ir-se aos cemitérios
lavar as campas e enfeitá-las com
flores novas e uma capela (feita com cravos,
alquemiras, trevos mansos e/ou macelas (também
conhecidas por perpétuas).
Depois da meia-noite e antes do nascer do
sol, as pessoas iam com bilhas e cântaros
buscar água às fontes por esta
ser considerada benta, servindo posteriormente
para mezinhas e para aspergir os mortos.
As pessoas lavavam a cara e aproveitavam
essa água para regar as flores. Servia
também para dar de beber ao gado e
para o benzer, sendo tradição
levar os machos de arreata a beber água
aos chafarizes.