5. Tradições
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Santos Populares
Já nos Alvarrões localizavam-se em vários pontos, sendo o recinto das festas, os largos à porta das tabernas da Ribeirinha e do Ti Ânjaro os locais mais frequentes.
Mais uma vez, as festas populares motivaram a criação de quadras:

No sítio dos Alvarrões
Onde há grande devoção
Cantam-se lindas cantigas
Em louvor de S. João.

Ó meu S. João Batista,
Desce do céu e vem ver
No sítio dos Alvarrões
Está uma fogueira a arder.

Está uma fogueira a arder
E o rosmaninho é basto
Para animar a festa
Está uma boneca no mastro.

Rapazes e raparigas, cantem
Cantigas a S. João
Que os Alvarrões quer
Manter a tradição.

Maria Almeida Camejo

Na noite de S. João fazia-se a capela, uma coroa redonda, com cravos, malvas e capelinhas brancas, que punham na cabeça (pois representava uma bênção do S. João) e com a qual saltavam a fogueira. Esta era queimada de uns anos para os outros na fogueira do S. João.
Nesta altura era tradição lavarem-se e caiarem-se as fontes, bem como enfeitá-las com nardos e vasos de manjericos (que tinham sido semeados no Dia do Pai). Nas bicas colocavam-se as capelas para que tudo estivesse preparado para receber a “água nova”. Era também costume ir-se aos cemitérios lavar as campas e enfeitá-las com flores novas e uma capela (feita com cravos, alquemiras, trevos mansos e/ou macelas (também conhecidas por perpétuas).
Depois da meia-noite e antes do nascer do sol, as pessoas iam com bilhas e cântaros buscar água às fontes por esta ser considerada benta, servindo posteriormente para mezinhas e para aspergir os mortos. As pessoas lavavam a cara e aproveitavam essa água para regar as flores. Servia também para dar de beber ao gado e para o benzer, sendo tradição levar os machos de arreata a beber água aos chafarizes.