Actualmente,
esta povoação conta com cerca
de 330 habitantes, dispersos pelos muitos topónimos
que a integram, tais como: Carvalhal, Nave
de Lobo, Teixinha, Safra Alta, Eirinhas, Cerejeirinha,
Cordona, Souto Velho, Ribeiro da Caldeira,
Canto Caldeira, Oliveiras, Breixol, Alvarrões,
Monte Novo, Saboarias, Lajinha, Tojais, Fonte
da Mulher, Pomarão, Tapada do Cabeço,
Tapada do Poejo, Carris, Valado, Hortas Velhas,
Ribeirinha, entre outros. Dos topónimos
enumerados, a Ribeirinha é aquele em
que reside maior número de população,
constituindo um aglomerado central, onde se
encontram sedeados a maior parte dos locais
públicos da aldeia, tais como lojas,
cafés, o posto médico…
Contudo, nem sempre este
lugar teve esta configuração
e este número de habitantes. Antigamente
grande parte da zona que agora é designada
por “Ribeirinha” era propriedade
de uma única pessoa – João
Barbas – que aí tinha duas habitações.
Com a sua morte e a consequente divisão
de bens pelos seus onze filhos, começaram
a surgir casas em redor das já existentes,
tendo-se, paulatinamente, formado um aglomerado
populacional constituído sobretudo pela
família Barbas.
A multiplicidade de topónimos justifica,
claramente, uma expressão que ouvimos
a um dos seus habitantes: “Os Alvarrões é um
sítio em que cada monte tem um nome”.
No entanto, esta diversidade é encarada
pelas gerações mais jovens e
pelas mais antigas de modo diferente. Assim,
se a maior parte dos jovens desconhece a existência
de tantos topónimos, conhecendo apenas
aquele que designa a aldeia no todo (Alvarrões);
as pessoas de gerações mais velhas
utilizam mais frequentemente essas designações
específicas em detrimento da geral.
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